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placeholder Copacabana é um pequeno mundo dentro do Rio de Janeiro. Com uma população próxima aos 150.000 habitantes, o bairro é o mais populoso da Zona Sul da cidade e o de maior concentração populacional por metro quadrado. É o bairro em que nasci e onde vivi grande parte de minha vida. É o lugar onde compreendi os diferentes universos que constituem o Rio de Janeiro.
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placeholder Copacabana é um bairro de integração, pois abriga moradores de diversas classes econômicas. Na Avenida Atlântica, de frente para o mar, predominam edifícios com apartamentos grandes, endereços valorizados, disputados por cariocas abastados e por estrangeiros; na Avenida Nossa Senhora de Copacabana, uma das mais movimentadas do Brasil, há diversos prédios com uma dezena de apartamentos por andar, moradias pequenas acessíveis a estudantes e a aposentados; finalmente, nas encostas que cercam o bairro, há diversas comunidades de moradores de baixa renda. Essa mistura de classes econômicas faz de Copacabana um bairro heterogêneo, de dinâmica ímpar, em que as fronteiras sociais se ocultam no convívio do dia a dia. Na hora do almoço, por exemplo, todos dividem os mesmos restaurantes a quilo, que se multiplicam pelo bairro. Nos teatros e nos cinemas, o executivo da multinacional senta-se lado a lado com o vendedor de cachorro quente da esquina. Nos finais de semana, frequentam-se os mesmos bares e dividem-se praças e praias. O convívio gera integração e forma amizades. Um estrangeiro que esteja lendo esta descrição pode estranhar o meu destaque à integração de classes econômicas, tão comum em diversos países do mundo. Fato é que, no Brasil, onde as diferenças de renda per capta são gigantescas, esse convívio é exceção.

Copacabana é um exemplo de estruturação que poderia ser copiado por outras cidades mundo a fora: não importa qual a situação econômica de uma família, sempre há um cantinho para morar no bairro. Essa integração estimula a diversidade cultural e comercial. Há lazeres e comércio para todos os bolsos. Tive uma experiência curiosa que marca bem essa integração de classes econômicas: descobri que o “seu” Roberto, um sujeito modesto que vive de manobrar carros numa rua em Copacabana, lava as roupas na mesma lavanderia em que eu, ocasionalmente, mando lavar o meu terno a seco. A lavanderia adaptou-se ao bairro e oferece serviços diversos, desde a simples lavagem a preços populares, até a sofisticada lavagem de roupas delicadas.

Em Copacabana, o morador encontra tudo o de que precisa. O lazer se concentra, principalmente, na orla. Além do revigorante mergulho, o mar é palco das mais diversas práticas de esporte, desde o stand up paddle à simples natação, passando pelo surf e pelo bodyboard. Nas areias, os principais esportes são futevôlei, vôlei, frescobol, badminton, futebol e corrida. No calçadão que beira a praia, moradores do bairro praticam a caminhada diária para manter a forma e, na ciclovia vizinha, ciclistas e corredores dividem o espaço com skatistas e com patinadores.

Outra característica da orla de Copacabana é a forte presença de pescadores. No Posto Seis, existe uma colônia de pescadores de onde, toda manhã, partem ao mar e retornam para vender o pescado numa feira ao ar livre. A pesca não se restringe, porém, à presença da colônia. Ao longo de toda orla do bairro, encontram-se diversos moradores que capturam o jantar do dia com longas varas de pesca. O mar, habitualmente pouco agitado de Copacabana, favorece a prática da pesca, ao contrário de Ipanema e do Leblon, por exemplo, onde o mar costuma ser muito agitado.

Enquanto a orla de Copacabana está entre as principais áreas de lazer da cidade, o comércio ferve nas ruas do bairro. É possível encontrar de tudo para comprar em Copacabana. Milhares de pequenas lojas, espalhadas por ruas, por avenidas, por galerias e por edifícios comerciais, oferecem desde ingredientes da culinária chinesa a peças de carro, pedras preciosas, vestuários simples ou sofisticados, instrumentos musicais, acessórios eletrônicos, material para obras e tudo mais de que se possa porventura precisar.

Texto do Livro Rio de Janeiro por Felix Richter
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